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Novo presidente da Petrobrás frustra "mercado", mas obteve lucro recorde no BB

A Petrobrás informou que seu Conselho de Administração, em reunião realizada nesta sexta-feira (06/02), aprovou, por maioria, a eleição de Aldemir Bendine (presidente do Banco do Brasil) para ocupar o cargo de presidente da Companhia, além de cinco novos diretores: o diretor Financeiro do Banco do Brasil, Ivan de Souza Monteiro, como diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, em substituição a Almir Guilherme Barbassa;  a gerente executiva de Exploração e Produção Corporativa, Solange da Silva Guedes, como diretora de Exploração e Produção, em substituição a José Miranda Formigli Filho; o gerente executivo de Logística do Abastecimento, Jorge Celestino Ramos, como diretor de Abastecimento, em substituição ao diretor José Carlos Cosenza; o gerente executivo de Gás e Energia Corporativo, Hugo Repsold Júnior, como diretor de Gás e Energia, em substituição a José Alcides Santoro Martins; e o gerente executivo de Engenharia para Empreendimentos Submarinos, Roberto Moro, como diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais em substituição a José Antônio de Figueiredo.

 

Para o vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, embora não tenha experiência no ramo de petróleo, o escolhido é melhor que os demais nomes ventilados pelo “mercado”, que são notórios privatistas. “Temos agora uma segunda batalha: manter os investimentos estratégicos da Petrobrás no Brasil”, frisou Siqueira, para quem a queda de mais de 4% nas ações da Companhia após a nomeação de Bendine, não deve assustar aqueles que defendem a Petrobrás. "A empresa tem totais condições de superar esta conjuntura adversa. Possui reservas e seu corpo técnico continua ganhando prêmios mundo afora".

 

Aldemir Bendine, nascido em 10 de dezembro de 1963, em  Paraguaçu Paulista (SP), é Bacharel em Administração de Empresas, cursou MBA em Finanças e em Formação Geral para Altos Executivos. Começou a carreira no Banco do Brasil aos 15 anos como estagiário, chegou à presidência da instituição financeira, em abril de 2009, por indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Na ocasião, o governo petista estaria insatisfeito com a lentidão na queda das taxas cobradas pelo banco e essa foi a missão dada ao novato: reduzir as taxas de juros cobradas pelo banco. Bendice desempenhou bem esta missão, provando que baixar juros acabou por aumentar o lucro do BB. Além disso, os bancos públicos foram fundamentais para o enfrentamento da crise mundial, evitando que o país entrasse em recessão, já que os bancos privados não demonstraram compromisso que o fortalecimento da economia.

 

Em sua gestão, a carteira de crédito do Banco do Brasil quase duplicou: saiu de R$ 300 bilhões, em 2009, para R$ 520 bilhões ao fim de 2012. O salto reflete o crescimento da instituição em segmentos nevrálgicos, como o financiamento imobiliário, que nunca foi exatamente o forte da casa. No mesmo período, o total de ativos do BB subiu de R$ 700 bilhões para mais de R$ 1 trilhão. No ano passado, o banco registrou o maior lucro da sua história: R$ 12 bilhões.

 

Bendine, no entanto, também é alvo de notícias polêmicas, ligadas a problemas com a Receita Federal e ao porte de elevadas quantias de dinheiro em sua residência, objeto de investigação no Ministério Público Federal.

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